Somos os primeiros de uma nova espécie social

Somos os primeiros de uma nova espécie social.

Afinal, do que estamos falando?

Aqui é toda uma sociedade, ou melhor, uma sociosfera. Nada disso de ser secreta. Somos rede.

É como um clube aberto a qualquer um que sintonize. Sua comunidade. Sua tribo. Os manos e as manas, os caros e as caras, estão aqui.

É podcast e webinar. É vídeo-aula e entrevista. É ao vivo e é gravado. É vídeo, textinho, textão e áudio. Pode ter sonzera rolando. É curso e curadoria ao mesmo tempo.

É filosoball, politiquês e ciência aberta. Mas o papo é de rua, não me venha com palavras difíceis. Aqui é genial quem transforma o complicado em fácil e o complexo em simples.

É papo de buteco sobre novas formas de viver, sobre descobrir e inventar novos mundos, sobre questionar o status quo. Ah, sim, vai ter fermentados e destilados servidos no balcão. Vai ter papo sério, zueira, paiero e charuto.

Aqui é pra inspirar, pra encantar e… pra destruir… e reconstruir de novo!

Para quem deseja alimentar sua alma, ativar suas ideias e ao mesmo tempo despertar sua voracidade de querer criar um novo mundo. Um não, vários mundos.

Aí mesmo, partindo da sua casa, do seu trabalho, mas pode ser também na praça, no banco da calçada, no metrô, ônibus, no banheiro público. Tudo isso é feito junto e com você.

Aqui será difícil colar se faz parte de uma tribo de doutrinados, vacas de presépio, seguidores de líderes ou gurus, viajantes das pseudo-espiritualidades “paz e amor”, das pessoas que evitam conflito, do falar manso e bonito, das gentes que gostam de aprisionar as mentes e os corpos de outros, burocratas do conhecimento, sabedores máximos dos mistérios do mundo, meritocratas de qualquer espécie funesta, conspiracionistas, e até todas estas classes inventadas e descobertas de seres não-humanos, sejam de onde forem ou estiverem, não estamos interessados.

Todos vocês, caiam fora em nome daquele marginal maluco da Galileia conhecido como Jesus, ou estejam abertos a uma avalanche de ideias contra-intuitivas!

Este é um chamado para aqueles que se reconhecem, simplesmente, humanos. Este é um chamado para este fluxo que nos sintoniza e nos torna sensates um do outro.

Curtiu? Empolgou? Então chegou sua hora.

Para quem gosta do caos, se encontra na bagunça, tem facilidade para identificar padrões, pensa de forma complexa e sistêmica.

É para quem se emociona facilmente, para quem se permite chorar, para quem vê a humanidade nos pequenos gestos, na empatia humana, na gentileza, na delicadeza.

Também é para quem se conforta com sua sombra, troca ideia com seus demônios, vê beleza no grotesco, monstruoso e assustador. É para quem enxergou que o medo aterroriza o próprio diabo, pois reside no fundo da própria alma dele.

Somos quem somos porque pensamos diferente do status quo, inquietos, pensamos estar desajustados por muito tempo porque não nos conformamos com o mundo em que vivemos. Mas não queremos mudar o mundo. Isso não é mais necessário.

Na sociedade-em-rede são múltiplos mundos. Criamos o nosso próprio mundo em sintonia e sinergia com outras pessoas, viajantes destes interworlds do cosmos social no espaço-tempo dos fluxos.

Seguimos desobedientes pelo nosso não-caminho. Não seguimos as pegadas ou os córregos que formam açudes. Seguimos como redemoinhos de água no rio sempre a correr.

Não nos submetemos a qualquer mestre, ser humano ou deus, que não faça parte do espírito livre que habita no entre-nós. Não nos interessa sermos mais que humanos, um super-homem ou alcançar uma condição divina, pois nossa espiritualidade terrestre preenche nossos corações com o amor emergente de nossa amizade sincera.

Então desobedecemos a todos estes criadores de narrativas, codificadores de doutrinas e colonizadores de consciências, que tem pavor do desconhecido, do imprevisível e de tudo que escapa de seu controle.

Nos reconhecemos por sintonia, sem necessidade de símbolos, hinos, cumprimentos ou bandeiras. E dessa forma cocriamos, por sinergia, novos mundos sociais, nossa humanidade, como pessoas comuns movidas no fluxo do simbionte social.

Seguimos desobedientes a qualquer ordem preexistente, que nos sujeite a qualquer tipo de hierarquia, disciplina, obediência ou fidelidade.

Somos livres porque somos infiéis. Somos filhos da ordem emergente animada pelos fluxos de nossa convivência não-guerreira.

Por isso mesmo, não compramos qualquer guerra, e se há um inimigo, você é o inimigo.

Nos achamos quando nos perdemos na multidão, pois nossa pessoa é fluxo e muitos.

Estamos aqui, ali e acolá, plantando nas praças, brincando nas ruas, bebendo nos botecos, contemplando os prédios e as montanhas, nos grupos de zap, ao fundo dos selfies das outras pessoas, nas casas colaborativas, dançando no meio-fio de avenidas, cantando com os pássaros ao amanhecer.

Não temos heróis ou santos, somos a pessoa comum na história lírica, não épica, e que se permite modificar pelo outro-imprevisível, um qualquer, aquele que é, fractalmente, toda humanidade, e não alguém laureado por se distanciar dela.

Seguimos desobedientes, profanos, sujos, impuros, e ignoramos os mistérios que se ocultam nos inúmeros Sanctum Sanctorum, porque nenhuma sabedoria celeste, angélica ou divina irá regular nossa humanidade, transformando-se nas doutrinas que legitimam as autocracias.

A pessoa que somos é a primeira de uma nova espécie social.

 

Explorador de uma nova visão sobre o humano em nós. Ativador de campo. Artista da percepção. Filósofo intuitivo. O que ele mostra… você não consegue desver.

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